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Fraude imigratória nos EUA envolve brasileiros com advogados falsos

Um grupo de brasileiros é investigado por liderar uma fraude imigratória nos EUA, explorando imigrantes em busca de regularização. Eles se passavam por advogados e cobravam taxas elevadas.
Foto: EUA

Um esquema de fraude imigratória, possivelmente o maior já registrado nos Estados Unidos, está sendo investigado. O grupo, conhecido como Legacy Imigra, é formado por brasileiros que se apresentavam como advogados, oferecendo serviços a imigrantes em busca de regularização no país. Os suspeitos cobravam taxas exorbitantes, explorando a vulnerabilidade das vítimas.

Em uma propaganda, Juliana Colucci, uma das quatro pessoas presas, afirmou que o objetivo do grupo era realizar os sonhos dos clientes. No entanto, segundo o gabinete do xerife do Condado de Orange, a operação se baseava em manipulação e pressão psicológica. A organização se apresentava como uma agência completa de serviços de imigração, lucrando com o medo de deportação e a falta de informação dos imigrantes.

Os falsos advogados chegaram a tentar vender asilo e green card a uma brasileira, utilizando informações falsas durante uma ligação gravada. A polícia estima que o grupo tenha movimentado mais de US$ 20 milhões, enquanto muitos clientes não tiveram progresso em seus processos migratórios. Até agora, sete vítimas formalizaram denúncias, com prejuízos que variam entre US$ 2,5 mil e US$ 26 mil.

Na quarta-feira, quatro indivíduos foram detidos: Vagner Soares de Almeida, considerado o líder; sua esposa, Juliana Colucci; Ronaldo Decampos; e Lucas Felipe Trindade Silva. Eles enfrentam acusações de associação criminosa, fraude organizada, extorsão e exercício ilegal da advocacia. As autoridades estão trabalhando para mapear a extensão do esquema e identificar outras possíveis vítimas.

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