Navios petroleiros têm adotado uma rota arriscada próxima à costa de Omã para contornar o bloqueio imposto pelo Irã no Estreito de Ormuz. Diariamente, cerca de 15 embarcações, a maioria delas petroleiros, utilizam essa alternativa, com cobertura aérea das forças dos Estados Unidos, conforme informações do jornal Financial Times.
Entretanto, empresas de transporte de petróleo e monitoramento de tráfego marítimo alertam que essa rota é perigosa, devido à sua estreiteza e à falta de margem para manobras, o que aumenta o risco de colisões. O Estreito de Ormuz é um canal estratégico, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial.
Na quarta-feira, 10 de junho, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que está conduzindo uma "missão secreta
para facilitar o trânsito de petroleiros na região. Segundo Trump, 100 milhões de barris de petróleo já atravessaram a rota marítima, contribuindo para que os preços do barril de petróleo internacional não disparassem. Atualmente, o barril
Brent", referência mundial, está cotado em cerca de US$ 92, enquanto antes do início do conflito entre EUA, Israel e Irã, o preço variava entre US$ 70 e US$ 72.
Por outro lado, o Irã reafirmou a imposição de um bloqueio total no Estreito de Ormuz. O país criou um órgão, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PSGA), para controlar o tráfego na região, permitindo a passagem de algumas embarcações em coordenação com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). Contudo, nesta quinta-feira, a agência Fars divulgou um comunicado da PSGA informando que o estreito está "fechado até novo aviso" e que os navios autorizados a passar devem aguardar novas orientações.
O comunicado destaca que, em razão das tensões provocadas pelas forças dos Estados Unidos na região, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso, e os solicitantes de passagem devem seguir as instruções da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico.