O primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar, anunciou a suspensão das transmissões de veículos de comunicação públicos associados ao ex-premiê Viktor Orbán. A medida faz parte de um esforço para reformular a mídia pública, com o objetivo de torná-la "independente e confiável".
Magyar, que derrotou Orbán nas eleições de abril, destacou que este é um momento histórico, marcando o
fim das transmissões de propaganda nas plataformas de mídia pública
. Ele enfatizou que a suspensão representa o término das mentiras propagadas nos canais.
Nas eleições de 12 de abril, o partido de centro-direita Tisza, liderado por Magyar, obteve 54% dos votos, conquistando ao menos dois terços das 199 vagas do parlamento. A vitória de Magyar, ex-integrante do Fidesz, que rompeu com a sigla em 2024, alterou significativamente o cenário político húngaro.
Viktor Orbán, líder da extrema-direita, governou a Hungria por longos períodos, de 1998 a 2002 e novamente de 2010 a 2026. Seu governo foi caracterizado pela centralização institucional e pela influência sobre a mídia, além de sua aproximação com líderes como Donald Trump e Vladimir Putin.