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Peru conclui processamento de votos, mas aguarda análise de 1,4%

O Peru finalizou o processamento das atas do segundo turno das eleições, mas os resultados ainda dependem da análise de 1.261 documentos, correspondentes a 1,4% do total.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

As atas do segundo turno das eleições no Peru foram 100% processadas na última sexta-feira (12), indicando que todos os votos estão registrados no sistema do órgão eleitoral. No entanto, os resultados finais ainda dependem da análise de 1.261 atas, que representam quase 1,4% do total.

Embora essa porcentagem não tenha força para alterar resultados em muitos países, no Peru, onde as últimas eleições foram decididas por margens inferiores a um ponto percentual, cada voto conta. A candidata de direita Keiko Fujimori liderou inicialmente, mas foi superada por seu adversário, Roberto Sánchez, antes de recuperar a liderança. Atualmente, Fujimori está à frente de Sánchez por cerca de 20 mil votos, em um pleito que contou com 27 milhões de eleitores aptos.

A apuração dos votos avançou rapidamente após o fechamento das urnas em 7 de junho, alcançando 90% em poucas horas. Contudo, desde então, o processo se tornou mais lento, levando as autoridades eleitorais a estimar que os resultados finais podem levar até um mês para serem divulgados.

Keiko Fujimori tem se beneficiado dos votos do exterior, onde já foram contabilizados quase 97% das atas de consulados peruanos. Ela lidera com mais de 13 pontos percentuais fora do país, com 55,6% dos votos no Brasil.

Internamente, a disputa eleitoral segue um padrão conhecido, com tentativas de anulação de votos. O partido de Sánchez, Juntos pelo Peru, solicitou a anulação de 2.400 mesas de votação, sendo 1.751 em território nacional e 649 no exterior. Parte do pedido foi negada pelo Júri Eleitoral Especial de Lima, que alegou a falta de comprovante de pagamento da taxa necessária para a anulação.

O valor para contestar cada mesa é de 1.337 soles (cerca de R$ 2.000), totalizando aproximadamente R$ 4,7 milhões para anular todas as mesas solicitadas. O partido argumenta que há evidências de fraude eleitoral, citando padrões de votação que consideram implausíveis.

Na sexta-feira, o partido começou a divulgar contas bancárias para arrecadar doações para a defesa do voto popular e Sánchez apoiou marchas de seus seguidores, enfatizando a importância da transparência eleitoral. Apesar de sua postura, ele havia afirmado anteriormente que aceitaria os resultados, comprometendo-se a respeitar a vontade do eleitorado.

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