A perícia da Polícia Federal no prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que foi atingido por um incêndio, foi suspensa após uma avaliação indicar a necessidade de escoramento da estrutura. Os trabalhos foram interrompidos na manhã desta quinta-feira, após a avaliação inicial.
Um engenheiro que acompanhou a equipe da PF concluiu que o escoramento é essencial, especialmente na parte superior do primeiro pavimento, que foi a mais afetada pelas chamas. A reitoria da UFPE foi notificada e deverá providenciar o escoramento antes que a perícia possa ser retomada.
Até o momento, a causa do incêndio não foi identificada. Um agente da PF mencionou que não é possível determinar uma hipótese técnica ou científica antes da conclusão dos trabalhos periciais. O incêndio ocorreu no antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, onde funcionavam laboratórios de pesquisa nas áreas de inovação terapêutica, genética e informática.
O reitor da UFPE, Alfredo Macedo Gomes, estima que os prejuízos causados pelo incêndio sejam em torno de R$ 100 milhões, incluindo equipamentos, estruturas e materiais. Além disso, cerca de 80 dissertações e teses foram afetadas, algumas com dados acumulados ao longo de 20 anos.
No pavimento inferior do prédio, estavam localizados dois laboratórios de nível de biossegurança 3 (NB3), utilizados em pesquisas que requerem condições especiais de contenção. A universidade ainda está avaliando os danos nesses laboratórios.
Este incêndio foi o terceiro registrado na UFPE em um período de pouco mais de uma semana. Anteriormente, em 30 de setembro, houve um incêndio no Departamento de Física, seguido por outro no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal em 4 de outubro. Em todos os casos, não houve feridos.
O prédio afetado era antigo e havia sido adaptado para receber laboratórios. O reitor afirmou que o imóvel passava por manutenção regular e não havia registros de situações de risco. A Polícia Civil de Pernambuco informou que não encontrou investigações relacionadas a supostas ameaças contra a universidade.
Fonte: Noticiasaominuto