O Pentágono comunicou a necessidade de US$ 80 bilhões para cobrir os custos da guerra contra o Irã, que terminou recentemente após quase quatro meses de conflito. A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal, que citou o vice-secretário de Defesa dos EUA, Stephen Feinberg, em conversas com parlamentares.
Esse montante é quase três vezes superior à estimativa anterior do Pentágono, que em maio havia calculado os gastos em US$ 29 bilhões. A preocupação entre os legisladores norte-americanos é crescente, especialmente em relação ao detalhamento dos gastos e ao uso de munições que poderiam ser necessárias para outras operações.
Na quarta-feira, 17 de junho, os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian assinaram um acordo de paz, encerrando oficialmente o conflito no Oriente Médio. Contudo, o Pentágono já havia alertado que os recursos financeiros estavam se esgotando e que, sem a aprovação de uma lei de gastos emergenciais, as Forças Armadas poderiam enfrentar dificuldades operacionais ainda neste verão no Hemisfério Norte.
Além disso, os gastos militares aumentaram significativamente devido a várias operações, incluindo a captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e ações contra o tráfico de drogas no oceano Pacífico.
O Wall Street Journal também informou que um pedido suplementar de recursos pode ser enviado ao Congresso nos próximos dias. O orçamento anual do Pentágono para 2026 é de US$ 1 trilhão, e qualquer ampliação precisaria da aprovação do Escritório de Gestão e Orçamento (OMB) antes de ser submetido ao Congresso.
Fontes indicaram que o Pentágono demonstrou confiança no plano apresentado por Feinberg, que foi discutido em reuniões com senadores republicanos, onde novos pedidos de financiamento foram mencionados. No entanto, a proposta pode enfrentar resistência, com alguns congressistas já manifestando a intenção de votar contra.