A defesa de Jair Bolsonaro apresentou um novo pedido de liberdade ao Supremo Tribunal Federal (STF), fundamentando-se em uma sessão realizada em 15 de setembro. Nesse encontro, o STF discutiu a possibilidade de investigar o ministro Alexandre de Moraes no contexto do caso do Banco Master.
Os advogados argumentam que, durante a sessão, os ministros afirmaram que juízes não podem abrir investigações de ofício. Eles sustentam que Moraes iniciou investigações sobre a suposta trama golpista sem a devida autorização, o que, segundo a defesa, comprometeria a ação penal contra Bolsonaro.
Esse novo pedido se junta a uma solicitação anterior de revisão criminal da ação penal. A defesa busca questionar a legitimidade da apuração sob a relatoria de Moraes.
Outro ponto abordado no pedido é a auditabilidade das provas coletadas no inquérito. Os advogados afirmam que não tiveram acesso adequado ao material completo, destacando que o conteúdo disponibilizado não inclui os arquivos originais, o que dificulta a verificação independente das evidências.
O inquérito relacionado à trama golpista contém cerca de 70 terabytes de dados, conforme indicado no processo.
Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O pedido de liberdade ocorre em um momento de tensão interna no STF, que enfrenta divisões em relação ao caso do Banco Master. Uma nova sessão está agendada para o dia 23, onde será analisada a apuração de irregularidades conduzida por André Mendonça.
Fonte: Polemicaparaiba