Romildo Batista de Lima, de 69 anos, natural de Chapada de Minas (MG), faleceu em Caracas, Venezuela, durante os terremotos que atingiram a região na quarta-feira, 24 de junho. Segundo sua sobrinha, Jhulya Ribeiro de Lima, ele adorava viajar e aproveitar a vida.
Na noite do desastre, dois terremotos em sequência atingiram a capital venezuelana e arredores, resultando em destruição significativa e em um número elevado de vítimas. Os tremores foram os mais fortes registrados no país em mais de um século.
De acordo com Jhulya, Romildo e sua esposa, Carlha Nacarid, tentavam se proteger quando uma parede desabou sobre eles. Romildo foi socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo na madrugada de quinta-feira, 25 de junho. Carlha sobreviveu, mas permanece internada devido a uma fratura na bacia.
A família de Romildo, que vive em Uberlândia há mais de dez anos, soube do ocorrido de forma inesperada. A irmã dele viu uma reportagem sobre os terremotos e tentou contato, mas inicialmente não conseguiu devido à perda do celular durante o desastre. Após algumas horas, Carlha conseguiu restabelecer a comunicação.
Desde então, a família enfrenta dificuldades para trazer o corpo de Romildo de volta ao Brasil. Eles procuraram o Consulado para orientações sobre o traslado, mas ainda não receberam uma resposta definitiva. Até a última atualização, a certidão de óbito também não havia sido emitida.
O Itamaraty confirmou a morte de dois brasileiros em decorrência dos terremotos, mas não divulgou as identidades. O governo venezuelano atualizou o número de mortos para 920 e informou que há 2.980 feridos.