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Paquistão realiza operação na fronteira e afirma ter matado 29 militantes afegãos

Forças de segurança do Paquistão realizaram uma operação na fronteira com o Afeganistão, resultando na morte de 29 militantes, segundo autoridades. Cabul afirma que há civis entre as vítimas.
Foto: G1

Neste domingo (28), o Paquistão conduziu uma operação terrestre ao longo de sua fronteira com o Afeganistão, que resultou na morte de 29 militantes, conforme informado por autoridades locais. O Ministro da Informação, Attaullah Tarar, declarou em uma postagem na rede social X que a ação foi uma resposta a uma série de ataques realizados por militantes em diversas partes do país.

As autoridades afegãs, por sua vez, relataram que entre os mortos há civis, o que pode agravar ainda mais as tensões entre os dois países. O Paquistão tem enfrentado um aumento nos ataques de militantes, especialmente do Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), que é considerado responsável pela maioria da violência.

A operação ocorreu um dia após um ataque armado em Karachi, onde militantes atacaram a sede regional da força paramilitar Rangers, resultando na morte de três soldados. Os militares paquistaneses conseguiram neutralizar três atacantes e prender um quarto, que foi identificado como um cidadão afegão.

O Jamaat-ul-Ahrar, uma facção dissidente do TTP, reivindicou a autoria do ataque em Karachi. Tarar afirmou que a operação na fronteira teve como alvo esconderijos do TTP, que, embora aliado do Talibã afegão, é um grupo distinto.

As relações entre Paquistão e Afeganistão já estão tensas, e a operação de domingo ocorre menos de três semanas após ataques aéreos paquistaneses contra supostos esconderijos de militantes no território afegão. Desde fevereiro, os dois países têm se envolvido em uma série de retaliações, resultando em centenas de mortes em confrontos transfronteiriços.

Apesar de várias tentativas de negociações de paz mediadas internacionalmente, um cessar-fogo duradouro ainda não foi alcançado. A China também tentou intermediar diálogos entre os dois países, mas os conflitos continuam.

O Paquistão acusa o governo do Talibã afegão de abrigar militantes que realizam ataques em seu território, enquanto Cabul nega essas alegações.

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