O papa Leão XIV lidera a tradicional Via-Sacra no Coliseu, em Roma, nesta sexta-feira. A cerimônia, que rememora o caminho de Jesus Cristo desde a condenação até o sepultamento, é marcada pela encenação das 14 estações da cruz, todas sob a condução do pontífice.
Esta celebração representa a primeira Semana Santa de Leão XIV à frente da Igreja Católica. Durante o percurso simbólico, o papa carrega a cruz e preside o rito, tendo já completado nove estações. Ao final de cada uma, são feitas preces em homenagem a crianças, órfãos, mulheres e outros grupos em situação de vulnerabilidade.
Um dos focos centrais da Via-Sacra de 2026 é a crítica ao abuso de poder. As meditações, escritas pelo frei Francesco Patton, ressaltam que, assim como nos tempos de Jesus, ainda existem líderes que acreditam ter autoridade ilimitada, inclusive para iniciar guerras ou oprimir povos.
A celebração, realizada no Anfiteatro Flávio, simboliza o caminho até o Gólgota, onde Cristo foi crucificado. A Via-Sacra une fé, tradição e reflexão contemporânea, sendo um dos momentos mais emblemáticos da Sexta-Feira Santa no calendário católico.
As meditações deste ano conectam personagens bíblicos a figuras contemporâneas. Por exemplo, Simão de Cirene é associado a voluntários que ajudam pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto Verônica e as mulheres de Jerusalém representam aqueles que acolhem vítimas de violência e desigualdade.
As reflexões também abordam mães que perdem filhos em conflitos, refugiados, prisioneiros políticos e vítimas de crises humanitárias, reforçando a relevância atual da celebração.