Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, iniciou duas operações simultâneas para desmantelar um esquema de fraudes tributárias que utilizava créditos fiscais falsos, conhecidos como "títulos podres". As investigações revelam que o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 770 milhões em fraudes e lavagem de dinheiro, envolvendo empresas, consultorias tributárias, escritórios de advocacia e servidores públicos.
As operações, denominadas Operação Títulos Podres e Operação Consulesa – Fase 2, resultaram na execução de 79 mandados judiciais em 17 cidades de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão. A PF informou que a organização oferecia "soluções tributárias" para empresários e prefeituras, prometendo a redução ou eliminação de dívidas fiscais por meio do uso de créditos fraudulentos.
O esquema utilizava procurações eletrônicas, contas de terceiros e métodos típicos de lavagem de dinheiro. A Operação Consulesa cumpriu 29 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, com desvios que ultrapassam R$ 670 milhões. Já a Operação Títulos Podres executou 40 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão.
Entre os investigados, estão pelo menos dez advogados identificados como operadores do esquema. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 32 milhões em bens e valores para assegurar o ressarcimento aos cofres públicos. Cerca de 215 policiais federais e 43 auditores e analistas da Receita Federal estão envolvidos nas operações, que visam interromper a atuação da organização criminosa, preservar provas, recuperar ativos e aprofundar as investigações.
Fonte: Metropoles