O governo de Israel manifestou sua indignação neste domingo (14/6) em resposta às declarações do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que condenou a recente ofensiva militar israelense contra o Líbano.
Em uma publicação nas redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores de Israel acusou Guterres de não mencionar os responsáveis pelo conflito e afirmou que suas declarações "recompensam e inflamam" os ataques contra o país. O governo israelense argumentou que o Hezbollah, com apoio do Irã, iniciou os ataques contra o norte de Israel, e que suas ações militares são uma resposta defensiva.
O Hezbollah ataca. O Irã o apoia. Israel se defende. E Guterres ainda não consegue dizer a palavra 'Hezbollah' nem condenar o Irã. Ignorar os agressores não reduz o conflito. Isso os recompensa e o intensifica. Vergonha, Guterres — afirmou o ministério.
A reação de Israel se deu após Guterres ter condenado os bombardeios realizados em Beirute, capital do Líbano, e criticado a ofensiva em um momento de cessar-fogo e negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.