A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre a possibilidade de novos casos de hantavírus após a morte de três passageiros em um cruzeiro no Atlântico. O órgão, no entanto, acredita que o surto pode ser mantido 'limitado' se forem adotadas as devidas precauções.
Não há vacina ou tratamento específico para o hantavírus, que é transmitido por roedores. A cepa Andes, identificada nos passageiros infectados, é a única conhecida por causar transmissão entre humanos. A infecção pode levar a uma síndrome respiratória aguda.
O MV Hondius, que está sob alerta sanitário internacional, está a caminho de Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde cerca de 150 passageiros e tripulantes serão evacuados. Até o momento, foram registrados oito casos, incluindo três óbitos, sendo cinco confirmados como hantavírus.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, mencionou que o período de incubação do vírus Andes pode chegar a seis semanas, o que aumenta a possibilidade de novos casos serem reportados.
Apesar do alerta, a OMS destacou que o risco epidêmico é considerado 'baixo', já que o hantavírus é menos contagioso que a covid-19. Maria Van Kerkhove, responsável pela prevenção de epidemias na OMS, afirmou que não se trata do início de uma pandemia.
As autoridades de saúde de diferentes países estão monitorando passageiros que desembarcaram em Santa Helena, buscando identificar possíveis doentes ou contatos com infectados.