O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) subiu para 1.450, conforme anunciado neste domingo (28) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. O novo balanço representa um aumento em relação ao último número oficial, que era de 1.430.
Rodríguez informou que 189 prédios desabaram em decorrência dos tremores, que deixaram um rastro de devastação, especialmente em La Guaira, cidade próxima a Caracas. As Nações Unidas estimam que cerca de 50.000 pessoas estejam desaparecidas.
Os terremotos, que ocorreram em sequência com magnitudes de 7,2 e 7,5, foram os mais fortes registrados no país em mais de um século. O epicentro do tremor mais intenso foi localizado em El Guayabo, a 168 km da capital.
Além das mortes, a tragédia afetou gravemente a infraestrutura, com prédios e estradas danificadas. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU projetou que até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido impactadas pelos sismos, incluindo cerca de 2 milhões apenas em Caracas.
A ajuda internacional está sendo mobilizada, com mais de 1.600 socorristas estrangeiros já no país para auxiliar nas operações de resgate. O governo venezuelano informou que 17 voos com equipes de resgate chegaram ao país, e mais 25 são esperados nas próximas 24 horas.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que 14.000 militares e policiais estão atuando em La Guaira, enquanto o Aeroporto Internacional Simón Bolívar permanece fechado.
As chances de encontrar sobreviventes entre os escombros diminuem significativamente após 48 a 72 horas do desastre, o que levanta preocupações sobre o número total de vítimas.