O número de mortos na Venezuela em decorrência dos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24) subiu para 1.943, conforme anunciado pelo governo venezuelano nesta terça-feira (30). O número de feridos também aumentou, alcançando 10.571.
De acordo com as autoridades, 6.461 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros. O balanço foi divulgado por Jorge Rodríguez, chefe do Parlamento e irmão da presidente Delcy Rodríguez.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas. Seis dias após os terremotos, as equipes de resgate continuam mobilizadas em busca de sobreviventes, embora a preocupação com o tempo crescente aumente.
Especialistas em resposta a desastres alertam que as primeiras 48 a 72 horas são cruciais para localizar sobreviventes, e após esse período, as operações tendem a se concentrar na recuperação de corpos.
Os terremotos, que foram os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século, causaram destruição significativa em várias áreas, especialmente em La Guaira, Caracas e Maiquetía, onde o Aeroporto Internacional Simón Bolívar permanece fechado.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) calcula que mais de 6 milhões de pessoas possam ter sido afetadas pelos tremores. Enquanto isso, as equipes de socorro enfrentam condições adversas, como altas temperaturas e a necessidade de remover destroços manualmente.
Na última segunda-feira (29), um novo tremor de magnitude 4,6 foi registrado em Caraballeda, a cerca de 30 km de Caracas. Outros tremores menores também ocorreram nos dias anteriores.