Em uma iniciativa para democratizar o acesso à Copa do Mundo de 2026, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, revelou um programa que permitirá a mil residentes da cidade adquirirem ingressos por US$ 50 cada. A medida surge em resposta às críticas sobre os preços elevados dos bilhetes da competição, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá.
Os ingressos serão distribuídos por meio de um sorteio exclusivo para os moradores de Nova York. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Mamdani questionou:
O que você consegue comprar com 50 dólares na cidade de Nova York?
. Ele destacou que esse valor é insuficiente para muitas coisas, mas permitirá que mil nova-iorquinos tenham a oportunidade de assistir a um jogo da Copa do Mundo.
Os ingressos fazem parte da cota do Comitê Organizador de Nova York-Nova Jersey e foram adquiridos junto à FIFA pelo valor nominal. Além dos bilhetes, a prefeitura também oferecerá transporte gratuito de ônibus para os torcedores selecionados. O acordo foi negociado diretamente entre Mamdani e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, com discussões iniciadas em março.
A Copa de 2026 promete ser a mais cara da história, com a FIFA implementando um sistema de “preço dinâmico”, onde os valores dos ingressos variam conforme a demanda. Atualmente, os preços vão de aproximadamente US$ 100 a US$ 6.370, com ingressos da final superando R$ 21 mil. Críticos alertam que essa política pode elitizar o torneio, afastando torcedores tradicionais dos estádios.
Infantino defendeu a estratégia comercial da FIFA, afirmando que os preços refletem a alta demanda do mercado americano. Ele comentou:
Se algumas pessoas colocam ingressos da final no mercado secundário por 2 milhões de dólares, isso não significa que o ingresso custa 2 milhões de dólares.
A Copa de 2026 será a primeira a contar com 48 seleções participantes.