Pesquisadores descobriram uma estratégia inovadora que pode aprimorar o combate a certos tipos de câncer de maneira mais direcionada. Essa técnica envolve uma versão alterada de um aminoácido comum, que parece impactar principalmente as células tumorais, preservando as saudáveis.
A pesquisa foi conduzida por uma equipe internacional, com destaque para cientistas das Universidades de Genebra, na Suíça, e de Marburg, na Alemanha. Em experimentos realizados em laboratório e testes com camundongos, a nova molécula demonstrou eficácia na redução do crescimento de tumores mamários agressivos.
O estudo, publicado na revista Nature Metabolism em agosto de 2025, é relevante porque muitos tratamentos oncológicos convencionais atacam células que se dividem rapidamente, afetando também tecidos saudáveis e gerando efeitos colaterais indesejados, como os observados na quimioterapia.
A nova abordagem busca explorar as diferenças metabólicas entre células normais e cancerígenas, visando um ataque mais específico. Os cientistas focaram na cisteína, um aminoácido contendo enxofre que desempenha papéis cruciais em diversos processos celulares.
Assim como outros aminoácidos, a cisteína pode existir em duas formas quase idênticas, conhecidas como L e D. Embora compartilhem os mesmos componentes químicos, essas versões possuem arranjos espaciais distintos, semelhantes à relação entre as mãos direita e esquerda. No organismo humano, as proteínas são predominantemente formadas pela versão L.