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Nova linha de investigação sobre morte de idosa envolve dívida

A Polícia Civil investiga uma possível dívida relacionada à morte de Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, encontrada após dias desaparecida na Grande João Pessoa. O caso ainda depende de confirmação e laudos técnicos.
Foto: Reprodução / Internet

Uma nova linha de investigação foi aberta pela Polícia Civil no caso da morte de Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, cujo corpo foi encontrado após dias de desaparecimento na Região Metropolitana de João Pessoa. A hipótese de uma dívida surgiu a partir de relatos de que pessoas teriam ido à casa de familiares da vítima para cobrar valores antes do seu desaparecimento.

O delegado Douglas Garcia mencionou que essa informação ainda precisa ser confirmada, especialmente com os familiares. Ele avaliou que, embora essa linha de investigação seja considerada menos forte, a equipe não descarta a possibilidade.

Agora que uma etapa já foi vencida, parte da equipe vai começar a diligenciar nesse sentido — afirmou.

A investigação está atenta à necessidade de provas técnicas para avançar. O delegado destacou que somente com laudos que indiquem se houve lesão interna ou envenenamento será possível direcionar os próximos passos da apuração.

Em relação ao amigo da vítima, Willis Cosmo, que foi a última pessoa a ter contato com Milce, a polícia esclareceu que ele está colaborando com as investigações e não é considerado suspeito. Douglas Garcia enfatizou que, embora várias pessoas sejam de interesse na investigação, ninguém foi apontado como principal suspeito até o momento.

O inquérito ainda é tratado como um caso de desaparecimento, mas pode mudar para morte natural ou homicídio, dependendo dos resultados da perícia. O delegado reafirmou que Willis não é investigado neste momento e tem colaborado com a polícia.

A família de Milce Daniel Pessoa confirmou que o sepultamento ocorrerá na manhã desta quinta-feira, no cemitério de Bayeux, sem velório. O corpo passou por exames no Instituto de Medicina Legal e está em processo de identificação oficial, com a solicitação de exames toxicológicos e de DNA, que têm um prazo inicial de dez dias para conclusão.

Milce desapareceu no dia 22 de abril, após acompanhar Willis a uma consulta no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires. Segundo o relato de Willis, após o atendimento, eles foram para uma área de mata para pegar mangas, momento em que ele perdeu contato com a idosa.

As buscas mobilizaram equipes por vários dias até a localização do corpo, que já apresentava estado avançado de decomposição. A perícia não encontrou sinais evidentes de violência, o que reforçou a necessidade de exames complementares. O delegado Douglas Garcia ressaltou que novas dúvidas surgem a cada etapa da investigação, exigindo respostas para o avanço do caso.

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