O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, declarou nesta sexta-feira uma operação militar significativa na Cisjordânia ocupada, após um ataque a tiros que resultou na morte de dois soldados israelenses em um posto de controle em Hebron. A ação ocorre a poucos dias das eleições legislativas, que podem impactar a continuidade de seu governo.
Durante uma visita a Hebron, Netanyahu mencionou uma ofensiva
como não se vê desde a Guerra dos Seis Dias
, referindo-se ao conflito de 1967 que resultou na ocupação da Cisjordânia por Israel. Ele afirmou que as Forças de Defesa estão preparadas para a operação, que será definida em momento oportuno.
O ataque que motivou a declaração de Netanyahu envolveu dois homens armados que abriram fogo contra militares em um cruzamento ao norte de Hebron, sendo posteriormente mortos em um tiroteio. Os soldados israelenses mortos foram identificados como os sargentos Ron Yonatan Roytman e Yuval Shai Svilem, com outros três militares apresentando ferimentos leves.
Netanyahu ordenou o "fechamento imediato
de Hebron e solicitou ao Exército que se prepare para um
fechamento total" da Cisjordânia. A cidade é dividida entre áreas sob controle das autoridades palestinas e áreas onde residem colonos israelenses sob proteção militar.
O premiê afirmou que as forças militares entrarão nos bairros de onde partiram os atacantes, retirando moradores e vasculhando residências em busca de armas e infraestrutura associada ao terrorismo. O Hamas, que celebrou o ataque, descreveu-o como uma resposta legítima aos ataques contra o povo palestino.
Netanyahu também mencionou que a operação seguirá um modelo utilizado anteriormente em campos de refugiados na Cisjordânia. O ministro da Defesa, Israel Katz, confirmou que os moradores dos bairros dos atiradores seriam removidos e a infraestrutura terrorista seria neutralizada. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, anunciou a demolição de edifícios próximos ao local do ataque.
O ataque impactou a campanha eleitoral de Netanyahu, que pediu ao seu partido, o Likud, que suspendesse todos os eventos programados para o dia.
Fonte: Noticiasaominuto