Renan Santos, ex-candidato à presidência pelo partido Missão, anunciou que não comparecerá às urnas no segundo turno das eleições, que ocorrerá no próximo domingo. A decisão foi comunicada por sua assessoria à Folha de S.Paulo.
O líder do Movimento Brasil Livre (MBL) passará o fim de semana em Vinhedo, interior de São Paulo, e planeja justificar sua ausência à Justiça Eleitoral. Santos não declarou apoio a nenhum dos candidatos, Lula e Flávio Bolsonaro, e tem se posicionado de forma neutra em relação à disputa.
Desde o primeiro turno, Renan tem enfatizado que não orientará seus eleitores a votar em nenhum dos dois. Ele afirmou:
Eu não voto em bandido. Não recomendo a ninguém que vote em bandido. Flávio é bandido. Lula é bandido.
O ex-presidenciável direcionou suas críticas principalmente a Flávio Bolsonaro, chamando-o de “um homem fraco e um corrupto”. Renan também expressou que, caso Flávio fosse eleito, o Brasil estaria sob a liderança do “mais corrupto da família Bolsonaro”.
Após o primeiro turno, Renan alterou sua abordagem, buscando interagir mais com eleitores de esquerda. Ele declarou:
Não sou Bolsonaro, então como eu posso ser direita?
. Em uma conversa com a Folha, ele admitiu ter “passado do tom” em alguns momentos da campanha.
Ele observou a disputa entre petistas e bolsonaristas pelos votos que recebeu, já que ficou em quarto lugar com 2,24% dos votos válidos. Renan comentou que a
turma da esquerda está muito mais divertida
na busca por seus eleitores.
Recentemente, ele publicou um vídeo mostrando novas cortinas vermelhas em sua casa, o que gerou especulações sobre uma possível mensagem política. Renan, no entanto, negou qualquer interpretação política, afirmando que as cortinas eram apenas para bloquear a luz.
A rejeição a ambos os candidatos já era uma característica de sua campanha. Em eventos anteriores, ele havia classificado Lula e Flávio como “vagabundos” e “corruptos”, afirmando que ambos deveriam ser esquecidos pela história.
Com a proximidade do segundo turno, Renan continua a criticar ambos os candidatos. Em uma live recente, ele se posicionou mais como analista do que como participante da disputa, comentando sobre as campanhas e a dinâmica eleitoral.
Ele também fez observações sobre os candidatos, considerando Nikolas Ferreira como um “personagem político meio louco” e apontando André Janones como o “general de campo” de Lula. Renan acredita que a eleição atual é a maior mobilização de rua da história do Brasil, mas critica a falta de debates e discussões.
Fonte: Paraibaonline