O navio de cruzeiro MV Hondius, que enfrentou um surto de hantavírus, atracou no porto de Roterdã, na Holanda, após a evacuação de parte dos passageiros nas Ilhas Canárias. A embarcação, que transportava cerca de 150 pessoas de 23 países, agora passará por um processo de desinfecção e limpeza.
Os 27 membros da tripulação e os profissionais de saúde que permanecem a bordo serão colocados em quarentena após o desembarque. O surto foi inicialmente relatado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2 de maio, e até o momento, três passageiros faleceram, incluindo um casal neerlandês e uma mulher alemã.
O MV Hondius ficou retido ao largo de Cabo Verde antes que a Espanha permitisse o desembarque de alguns passageiros nas Ilhas Canárias, a pedido da OMS e da União Europeia. Após essa operação, o navio seguiu para Roterdã com uma tripulação reduzida e dois profissionais de saúde.
As autoridades de saúde de vários países colocaram em quarentena os tripulantes, os passageiros que já deixaram o navio e aqueles que tiveram contato com eles. A OMS revisou recentemente o número de casos positivos, reduzindo de 11 para 10, após um passageiro americano testar negativo. Um canadense, que também estava a bordo, testou positivo para a doença.
Em meio a essa situação, a OMS iniciou sua Assembleia Mundial da Saúde, onde discutirá, entre outros temas, o tratado sobre pandemias e as retiradas dos Estados Unidos e da Argentina. Os surtos de hantavírus e ebola devem ser incluídos nas discussões, que visam reformar a estrutura da saúde global.
Helen Clark, copresidente de um grupo de especialistas, destacou a importância de definir responsabilidades entre os níveis global, regional e nacional para evitar sobreposições. A assembleia ocorre em um momento delicado para a OMS, que enfrenta desafios financeiros e políticos, mas busca estabilizar sua operação e avançar em suas iniciativas.