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Mudança de postura de bolsonaristas sobre censura após decisão do TSE

Após a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa desfavorável ao senador Flávio Bolsonaro, políticos de direita mudam suas posições sobre liberdade de expressão.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Políticos de direita e ativistas que criticaram atos de censura judicial, especialmente por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), agora adotam uma postura diferente em relação à decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Na segunda-feira (8), Marques suspendeu a divulgação de uma pesquisa da Atlas/Bloomberg que indicava uma queda na popularidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial.

A reportagem consultou 14 personalidades que anteriormente se manifestaram contra o que consideram ataques à liberdade de expressão por parte do Judiciário. Apenas quatro responderam, e entre eles, três defenderam a decisão de Kassio Nunes. As deputadas federais Bia Kicis (PL-DF) e Rosana Valle (PL-SP), além do vereador Adrilles Jorge (União Brasil-SP), apoiaram a suspensão.

O ex-deputado Fabio Ostermann (Novo-RS) foi o único a criticar a decisão, considerando-a "equivocada" e um sinal de autoritarismo. Ele afirmou que essa é mais uma demonstração dos excessos do Judiciário, especialmente desde o inquérito das fake news.

Nove dos consultados não se manifestaram sobre o assunto, incluindo deputados federais e o ex-deputado Coronel Tadeu (PL-SP). A reportagem não conseguiu localizar o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que estava fora do país.

Kicis argumentou que a decisão não configura censura, afirmando que

pesquisa não pode ser usada como instrumento de propaganda política disfarçada

. Rosana Valle também defendeu que questionar a metodologia de uma pesquisa é uma ação legítima.

Adrilles Jorge, que já participou de manifestações contra decisões do TSE, afirmou que a proibição de uma pesquisa tendenciosa não é uma questão de liberdade de expressão, mas sim de manipulação eleitoral.

Nas redes sociais, poucos bolsonaristas comentaram a suspensão da pesquisa. Flávio Bolsonaro e outros deputados compartilharam a decisão judicial, enquanto Eduardo Bolsonaro elogiou a ação de Kassio Nunes, afirmando que a decisão foi técnica e acertada.

A equipe de Flávio Bolsonaro alegou que a pesquisa foi estruturada para induzir uma percepção negativa sobre ele, questionando a legalidade e a metodologia do levantamento.

A Atlas/Bloomberg, por sua vez, defendeu a rigorosidade científica da pesquisa, afirmando que a coleta de intenções de voto foi realizada sem que o áudio que gerou polêmica fosse reproduzido durante a aplicação do questionário.

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