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MP Eleitoral sugere cota de gênero obrigatória nas direções partidárias

MP Eleitoral propõe cota de gênero de 30% nas direções partidárias para aumentar a participação feminina.
MP Eleitoral sugere cota de gênero obrigatória nas direções partidárias
Foto: Polêmica Paraíba

O Ministério Público (MP) Eleitoral propôs que os partidos políticos sejam obrigados a garantir a participação mínima de 30% de cada gênero em seus órgãos de direção.

A proposta foi apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa.

Os partidos deverão respeitar o percentual mínimo de 30% e máximo de 70% de integrantes de cada gênero para registrar suas direções na Justiça Eleitoral.

A exigência se aplicaria a diretórios e comissões partidárias em todo o país, nos níveis municipal, estadual e nacional.

O objetivo é aumentar a presença feminina em espaços de decisão dos partidos, como na distribuição de recursos financeiros e na definição de estratégias eleitorais.

O MP Eleitoral sugere que os partidos tenham um ano para se adaptar às novas regras, sendo notificados em caso de descumprimento antes de uma possível negativa de registro.

A manifestação foi uma resposta à consulta da senadora Soraya Thronicke ao TSE, que reconheceu em 2020 a necessidade de aplicar a cota de gênero, mas sem regulamentação sobre consequências.

O parecer também defende que os diretórios nacionais transfiram, em até cinco dias úteis, os recursos do Fundo Partidário destinados à participação política das mulheres para contas específicas.

Atualmente, pelo menos 5% desses recursos devem ser aplicados em ações voltadas à participação feminina.

A proposta ainda precisa ser analisada pelo TSE, que iniciou o julgamento da consulta no final de 2025, mas ainda não a concluiu.

Fonte: Polêmica Paraíba

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