O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou, na última segunda-feira (8), uma denúncia contra Amanda Maria Souza da Oliveira, de 37 anos, que foi presa após se passar por uma adolescente de 12 anos e viver com uma família em Joinville por mais de um ano.
De acordo com a Promotoria, Amanda representa um risco à sociedade, pois pode voltar a aplicar golpes se passando por criança. Ela foi detida em 2 de junho, sob as acusações de estelionato e falsa identidade.
O advogado de Amanda, Rafael Luiz Siewert, afirmou que a defesa recebeu a denúncia "com serenidade
e destacou que a Justiça suspendeu o processo até a realização de um exame pericial pela Polícia Científica, agendado para 26 de junho de 2026.
Até que o laudo pericial seja concluído, o processo permanecerá suspenso", informou.
O pedido para a realização do exame de sanidade mental foi feito após uma análise do processo e uma entrevista com Amanda, sendo aceito pela Justiça. O advogado ressaltou que o resultado do exame poderá influenciar os próximos passos do processo e eventuais outros casos em que ela esteja envolvida.
Amanda permanece presa preventivamente, após a conversão de sua prisão em flagrante. A investigação revelou que ela utilizava o nome "Gabriele" e se apresentava como uma adolescente. A mulher foi acolhida informalmente por uma família em Joinville e morava com eles há cerca de 14 meses quando a fraude foi descoberta.
A Polícia Civil informou que Amanda criou uma narrativa para justificar suas características físicas incompatíveis com a idade que alegava ter, afirmando sofrer de transtorno do espectro autista e outros problemas de saúde. Além disso, adotava comportamentos infantis, como o uso de mamadeiras e chupetas.
A fraude foi desvendada após uma denúncia de um familiar da família que a acolhia. Durante as investigações, a polícia confirmou que a suposta adolescente era, na verdade, uma mulher de 37 anos. Amanda é investigada por falsidade ideológica em pelo menos quatro cidades: Jundiaí (SP), Goiânia (GO), Florianópolis (SC) e Chapecó (SC).
Fonte: Metropoles