O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, emitiu ameaças após novos ataques dos Estados Unidos ao seu território, afirmando que os países do Golfo Pérsico não servirão mais de base para as tropas militares norte-americanas. Khamenei declarou que 'não haverá retorno' e que as bases americanas não serão mais protegidas pelos países da região.
Ele também comentou sobre a perda de influência dos EUA na região, afirmando que 'afastam-se a cada dia um pouco mais de seu antigo status'. Desde o final de fevereiro, Khamenei não aparece em público, e informações indicam que ele está ferido, embora a gravidade não tenha sido oficialmente confirmada.
O Guarda Revolucionária iraniana abateu um drone americano que entrou no espaço aéreo do Irã, um MQ-9, utilizado pelos EUA. Até o momento, a Casa Branca não se manifestou sobre o incidente.
O Irã também ameaçou retaliar a novas violações do cessar-fogo, afirmando que se reserva o direito 'legítimo e definitivo' de responder caso os EUA descumpram o acordo. Os EUA justificaram suas ações como 'legítima defesa', com o comando do Exército americano no Oriente Médio informando que os alvos incluíram locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, conversou com líderes de países do Golfo e do Oriente Médio, incluindo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Enquanto Trump defende a diplomacia, Netanyahu favorece a intensificação das hostilidades.
Os dois países formalizaram um cessar-fogo de duas semanas em 8 de abril, descrito como 'extremamente frágil'. As delegações se encontraram apenas uma vez para discutir um plano de paz, mas não chegaram a um acordo. As tratativas têm sido mediadas pelo Paquistão.
Antes dos bombardeios, Trump endureceu as condições para um compromisso de paz, exigindo que vários países assinassem os Acordos de Abraão, que normalizam relações com Israel. Enquanto Bahrein e Emirados Árabes já assinaram, outros países, como Arábia Saudita, ainda se recusam a participar.
Em meio a essas tensões, Netanyahu anunciou que o Exército de Israel intensificará os ataques contra o Hezbollah no Líbano, afirmando que a trégua com o Irã não afetará as operações contra a milícia libanesa.