Uma mobilização organizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) convocou apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a se manifestarem nas redes sociais na manhã deste sábado. A ação, promovida pelo canal de WhatsApp 'Exército do Lula', pediu que os participantes publicassem, simultaneamente às 9h, fotos vestindo a camisa do Brasil e fazendo o gesto do 'L' com a mão.
Janones apresentou a iniciativa como uma das principais 'missões' do grupo na reta final do segundo turno, com o objetivo de reivindicar o uso dos símbolos nacionais, como a camisa da Seleção Brasileira e as cores verde e amarelo, que nos últimos anos foram fortemente associadas a manifestações da direita.
Após o horário marcado, uma série de publicações começou a surgir no Instagram e em outras plataformas. As hashtags #OVerdeAmareloENosso, #BrasilInteiro e #RetomamosNossasCores se tornaram os assuntos mais comentados no X durante a mobilização. O perfil de Lula também participou, compartilhando uma imagem do presidente com a camisa da Seleção.
O canal 'Exército do Lula', administrado por Janones, se tornou uma ferramenta digital crucial de apoio ao presidente nesta fase da campanha. Com um crescimento significativo, o grupo passou de cerca de 50 mil integrantes para mais de 4 milhões, segundo reportagens recentes.
Em um áudio enviado aos membros do canal, Janones expressou a intenção de estimular a retomada dos símbolos nacionais pelos apoiadores de Lula, afirmando: 'O verde e amarelo é nosso'.
A mobilização deste sábado ocorreu um dia após outra ação organizada pelo mesmo canal, onde Janones convocou um panelaço durante a entrevista de Flávio Bolsonaro à TV Globo, resultando em protestos em várias cidades.
O crescimento do 'Exército do Lula' também chamou a atenção de pesquisadores e da Justiça Eleitoral. Um levantamento da empresa Datrix indicou que a expansão do canal coincidiu com uma melhora nos indicadores digitais da campanha de Lula, embora não prove que o canal tenha sido o único responsável por essa mudança.
O grupo esteve no centro de uma disputa no Tribunal Superior Eleitoral, que, após decisões contraditórias, autorizou que o canal fosse desvinculado formalmente da campanha, mantendo Janones como responsável. A análise técnica do TSE não encontrou notícias falsas no material do canal, mas identificou linguagem polarizadora e destacou o grande alcance da ferramenta.
Neste sábado, a estratégia evoluiu para transformar a vasta base do WhatsApp em publicações simultâneas nas redes sociais. Apesar do grande número de convocados, não há dados independentes que confirmem que milhões realmente postaram às 9h, mas a mobilização gerou um volume significativo de publicações.
Fonte: Polemicaparaiba