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Mobilização civil em resposta aos terremotos na Venezuela

Após os terremotos que devastaram a Venezuela, civis se organizam para ajudar as vítimas, enfrentando a falta de recursos e a desestruturação dos serviços públicos.
Foto: Civis se mobilizam para ajudar vítimas dos terremotos na Venezuela

A Venezuela enfrenta um cenário de devastação após os terremotos que ocorreram na noite de quarta-feira, 24 de junho. Com ruas repletas de escombros, a população se mobiliza para ajudar as vítimas, que enfrentam a falta de itens básicos como comida, água e roupas.

Ronald Figeroa, um venezuelano que reside em Caracas, relatou que muitas pessoas estão vivendo nas praças e ruas após perderem suas casas. Ele destacou que ao menos três hospitais na capital estão fora de operação, incluindo um destinado ao atendimento infantil.

Figeroa mencionou que a Guarda Nacional Bolivariana, a Direção Nacional de Proteção Civil e Administração de Desastres, além de equipes de bombeiros, estão atuando na cidade. No entanto, a falta de uma logística definida tem dificultado os esforços de resgate e forçado a população a se organizar para ajudar.

A sociedade civil está se organizando para ajudar nas buscas, mas não temos muitas ferramentas. Também estamos distribuindo comida em bairros mais afetados — explicou Figeroa.

De acordo com informações de autoridades venezuelanas, os terremotos resultaram na morte de 235 pessoas e cerca de 4,3 mil feridos. O número de desaparecidos ainda não foi oficialmente divulgado, mas estimativas indicam que milhares de pessoas possam estar sumidas.

Os tremores, que foram os mais intensos registrados no país desde 1900, tiveram epicentro no estado de Yaracuy. O primeiro terremoto teve magnitude de 7,2, seguido por um segundo tremor de 7,5, cerca de 39 segundos depois. As áreas mais afetadas incluem o estado de La Guaíra e partes de Caracas.

O Itamaraty confirmou que dois brasileiros estão entre as vítimas fatais. O governo interino da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, anunciou um aporte de US$ 200 milhões, provenientes do Fundo Monetário Internacional, para a reconstrução do país.

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