Neste sábado, um míssil iraniano atingiu Dimona, cidade israelense que abriga uma instalação nuclear estratégica. O ataque, conforme relatado pelas Forças Armadas de Israel, deixou dezenas de feridos e elevou a tensão no conflito regional.
De acordo com informações do Exército israelense, o projétil colidiu diretamente com um edifício, resultando em pelo menos 39 feridos, a maioria devido a estilhaços. Equipes de emergência, incluindo o United Hatzalah e o Magen David Adom, prestaram socorro a vítimas em diversos locais da cidade, incluindo uma criança com ferimentos moderados.
O Corpo de Bombeiros local informou que o impacto causou a destruição de um prédio de um andar e gerou incêndios em várias áreas. Sirenes de alerta foram acionadas antes da explosão, sinalizando a iminência do ataque.
A escalada do conflito foi reforçada por declarações do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que anunciou que os ataques contra o Irã serão intensificados nos próximos dias. Katz destacou que o objetivo é eliminar lideranças iranianas e enfraquecer suas capacidades estratégicas, com o apoio dos Estados Unidos.
Apesar do tom agressivo, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que poderia haver uma redução nas ofensivas, afirmando que os Estados Unidos estão 'perto de atingir seus objetivos'. O conflito, que já dura cerca de três semanas, resultou em mais de 2 mil mortes desde o início dos ataques em 28 de fevereiro.
As tensões no conflito têm pressionado os mercados globais, levando a um aumento nos preços de energia, especialmente devido à instabilidade no Estreito de Ormuz, que é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial.