Após os devastadores terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24), equipes brasileiras estão no país para auxiliar nas operações de resgate. Com cerca de 130 agentes, a missão, que começou na sexta-feira (26), tem como foco principal a busca por sobreviventes.
Os terremotos, de magnitudes 7,5 e 7,2, causaram danos significativos em várias cidades, incluindo Caracas, resultando no desabamento de prédios e casas. O governo venezuelano informou que o número de mortos já ultrapassa 1.400, com mais de 3.000 feridos e 3.100 desabrigados.
Armin Braun, chefe da missão brasileira, destacou a importância das primeiras horas após um desastre para salvar vidas. Ele afirmou:
A prioridade é encontrar pessoas com vida nos escombros. Sempre que há algum indício de sobreviventes, iniciamos um trabalho cuidadoso para acessar a área, estabilizar as estruturas e realizar o resgate com segurança.
Braun também mencionou que, embora as primeiras 72 horas sejam cruciais, ainda há chances de encontrar sobreviventes dias após o desastre, desde que existam condições adequadas, como acesso à água e espaço para sobrevivência.
Além das operações de busca, o Brasil instalou um hospital de campanha para atender as vítimas, em resposta ao colapso de unidades de saúde na região. A assistência humanitária é coordenada em conjunto com o governo venezuelano, a Embaixada do Brasil e o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
A resposta ao desastre será realizada em etapas, começando pela busca e salvamento, seguida pelo atendimento às vítimas e, finalmente, pela reconstrução das áreas afetadas. Braun estimou que a recuperação dos serviços essenciais levará meses, enquanto a reconstrução da infraestrutura poderá demorar um ano ou mais.
Os terremotos também provocaram pelo menos 20 réplicas, que foram sentidas em diversas cidades do Norte do Brasil. Organismos internacionais, como a ONU e o Serviço Geológico dos Estados Unidos, alertam que o impacto do desastre pode ser ainda maior do que os números oficiais indicam, com estimativas de que cerca de 6,8 milhões de pessoas foram afetadas.
As equipes de resgate de vários países continuam a busca por sobreviventes sob os escombros, enquanto o OCHA estima que mais de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas.