Durante um seminário sobre Segurança Pública promovido pela Fiesp, o ministro da Segurança Pública e Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, enfatizou que o regime de exceção em vigor no país é uma ferramenta constitucional necessária para enfrentar o que ele descreveu como um 'Estado criminoso paralelo'.
Villatoro, que se encontrou com Flávio Bolsonaro no dia anterior ao evento, destacou que o sistema de encarceramento em massa tem sido uma proposta central de candidatos à Presidência de direita como forma de combater o crime organizado.
Desde 2022, El Salvador está sob um regime especial, após o presidente Nayib Bukele suspender garantias de defesa para aqueles acusados de pertencer a facções criminosas. O ministro apontou que, antes dessas mudanças, a impunidade em homicídios era alarmante, com apenas 3% dos casos sendo resolvidos.
Villatoro criticou o sistema judiciário anterior e os órgãos internacionais de direitos humanos, chamando-os de 'hipócritas'. Ele afirmou que o governo de Bukele tomou medidas para agir de forma independente, sem depender de ajuda externa, e garantiu que os direitos humanos de todos os cidadãos, incluindo os criminosos, são respeitados.
O ministro também explicou que o sistema judicial tradicional não é eficaz para lidar com a violência do crime organizado, mencionando que atualmente existem 84 mil detidos acusados de pertencer a organizações criminosas. Ele ressaltou que a sociedade estava em uma situação de ineficácia legal, onde penas leves eram aplicadas a crimes como porte ilegal de armas.
Com uma aprovação popular superior a 90%, Villatoro afirmou que as mudanças promovidas pelo governo são vistas como uma batalha entre 'homens de luz e hienas da sombra'. Durante sua apresentação, ele mostrou imagens de presos em um super-presídio, mas a imprensa não teve acesso a essas imagens devido a restrições de direitos autorais.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, elogiou o trabalho de Bukele, questionando se os direitos humanos das pessoas de bem eram respeitados antes das mudanças. O senador Sérgio Moro, que também participou do seminário, apoiou as reformas em El Salvador e defendeu a necessidade de um 'choque de lei e ordem' no país.
Fonte: Noticiasaominuto