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Militares participam de resgates após protestos em Caraballeda

Após protestos de moradores, militares na Venezuela foram pressionados a ajudar nas operações de resgate em um edifício desabado, quatro dias após terremotos que deixaram quase 1.500 mortos.
Foto: G1

Neste domingo (28), a pressão de moradores levou um grupo de militares a participar das operações de resgate em Caraballeda, estado de La Guaira, após o desabamento de um edifício. O incidente ocorreu quatro dias depois de terremotos que já causaram quase 1.500 mortes no país.

Durante o protesto, um homem exigiu que os militares deixassem suas armas e se juntassem aos esforços de resgate, gritando:

O país precisa de vocês. Baixe sua arma, largue as balas

. A indignação foi motivada pela presença dos militares, que estavam apenas fazendo a segurança do local, enquanto voluntários e bombeiros buscavam vítimas entre os escombros.

Alexander Mijares, um comerciante de 26 anos que se ofereceu como voluntário, expressou sua frustração ao ver os militares inativos.

Eles ficaram encostados em uma parede quando nós tínhamos que retirar uma pessoa que estava morta

, relatou.

Outros moradores também se manifestaram, questionando a presença dos militares armados em vez de equipados para o trabalho de resgate.

Por que não os trouxeram com macacões de trabalho?

indagou um deles.

Após a pressão, os militares começaram a usar picaretas e pás para ajudar na remoção dos escombros. As Forças Armadas da Venezuela têm sido um pilar do poder sob os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, mas também são vistas como um instrumento de repressão.

As equipes de resgate e voluntários continuam a busca por possíveis vítimas em Caraballeda, enquanto a população clama por respostas e agilidade nas operações.

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