O presidente da Argentina, Javier Milei, expressou seu apoio à guerra contra o Irã durante uma visita a Israel. Em declaração conjunta com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, Milei afirmou que essa ação é 'o correto' e reiterou a intenção de transferir a embaixada argentina para Jerusalém.
Milei destacou o apoio argentino à ofensiva iniciada em 28 de fevereiro e a classificação da Guarda Revolucionária do Irã como 'organização terrorista'. Ele enfatizou a solidariedade entre Argentina e Israel, afirmando: 'Expressamos nosso firme apoio aos Estados Unidos e a Israel em sua guerra contra o terrorismo e contra o regime iraniano, não apenas porque é o correto, mas porque nossos países são irmãos no sofrimento.'
O governo argentino também incluiu a Força Quds, associada à Guarda Revolucionária, na lista de organizações terroristas, alinhando-se aos Estados Unidos. Em uma ação recente, a Argentina expulsou o principal representante diplomático do Irã em Buenos Aires.
Netanyahu elogiou Milei, ressaltando sua 'clareza moral' ao apoiar Israel. Durante a visita, os líderes assinaram os Acordos de Isaac, uma iniciativa para fortalecer a cooperação entre Argentina e Israel, com apoio dos EUA, semelhante aos Acordos de Abraão.
Milei também anunciou a criação de voos diretos entre Buenos Aires e Tel Aviv a partir de novembro, o que, segundo ele, deve consolidar o 'vínculo inquebrável' entre os dois países. Além disso, foi assinado um memorando de entendimento na área de inteligência artificial.
O presidente argentino visitou o Muro das Lamentações em Jerusalém, um local que já havia visitado anteriormente em 2024 e 2025.