Durante um abraço com o presidente Lula, em comemoração ao seu aniversário de 81 anos, o estudante brasiliense Daniel Vidal, de 13 anos, expressou sua admiração e agradeceu pelas políticas públicas do país. Embora tenha apenas 50 segundos, ele conseguiu dizer: 'Queria dizer a ele que quero ser presidente também.'
Acompanhado de seu pai, Fernando Moura, de 46 anos, Daniel ficou emocionado ao saber que eleitores de Lula fariam uma homenagem ao presidente, o que o levou a faltar à aula de futebol.
O garoto, que possui menos de 5% da visão devido à Amaurose Congênita de Leber, uma doença genética diagnosticada quando tinha dois meses, deseja que Lula incentive a participação política dos jovens.
Vestindo uma camisa da seleção brasileira com o número 13, a mesma que usou ao abraçar o presidente, Daniel afirmou que, se tivesse mais tempo com Lula, falaria sobre políticas públicas e sugeriria a criação de um ministério voltado para pessoas com deficiência.
Desde janeiro de 2023, o Brasil conta com uma Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, ligada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Daniel defende que o país deve melhorar a acessibilidade, apontando que em muitos lugares a situação é precária.
Ele relatou que, em sua experiência, o piso irregular e a falta de rampas e elevadores dificultam a locomoção de pessoas com deficiência. 'Eu acho que o Brasil tem que melhorar muito', disse.
Para seus estudos, Daniel utiliza um teclado eletrônico em braille e acredita que o governo deveria fornecer esse recurso a todos os estudantes com deficiência.
Sua mãe, Raquel Vidal, de 45 anos, enfatiza a importância do estímulo desde cedo, afirmando que sempre leram para ele e que Daniel se interessa por história e geopolítica.
O garoto também se preocupa com a desigualdade e destaca que o Brasil saiu do Mapa da Fome e que a taxa de desemprego é a menor desde 2015.
Daniel e sua família discutem temas como preconceito e capacitismo, ressaltando a importância de lutar pelos direitos das pessoas com deficiência. Fernando, seu pai, também aborda questões de racismo, explicando que é um tema recorrente em suas conversas.
Daniel incentiva seus amigos a se envolverem em discussões políticas, afirmando que os jovens devem participar mais, mesmo que só possam votar a partir dos 16 anos. 'O Brasil precisa dos jovens', enfatiza.
Ele ficou emocionado ao ver a participação de adolescentes em manifestações durante a campanha eleitoral e acredita que é importante conscientizar os jovens sobre política.
Se tivesse mais tempo com Lula, Daniel diria que é necessário cumprir promessas e reforçar políticas públicas, além de tirar o Brasil da categoria de países emergentes. 'É isso que a gente tem que cobrar', conclui.
Os pais de Daniel expressam orgulho e desejam um futuro com mais oportunidades para ele. 'Eu desejo inicialmente, e acima de tudo, que ele seja feliz', afirma Raquel.
Fonte: Notícias ao Minuto Brasil