O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, teve uma conversa telefônica com o chanceler do Irã, Abbas Araghchi, sobre a guerra no Oriente Médio. A discussão ocorreu em Paris, onde Vieira participa de uma reunião de chanceleres do G7.
Durante a ligação, os chanceleres abordaram o estágio atual do conflito, a situação local, os impactos globais e as perspectivas para uma solução negociada. O Itamaraty informou que Vieira expressou solidariedade às vítimas dos ataques militares ao Irã.
Desde o início da guerra, o chanceler brasileiro já dialogou diretamente com 11 países. No Brasil, um dos efeitos mais notáveis do conflito foi o aumento do preço do óleo diesel, resultado do fechamento do estreito de Hormuz, uma rota crucial para o petróleo e gás natural.
A oposição na Câmara dos Deputados convocou Vieira para esclarecer a posição do Brasil sobre o conflito, com o requerimento aprovado pela bancada bolsonarista. O Brasil já havia se manifestado oficialmente contra os ataques americanos, que interromperam negociações anteriores.
Os ataques dos EUA e de Israel ao Irã começaram no final de fevereiro, resultando na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, o Irã intensificou suas ações militares na região.
Na última quarta-feira, a televisão estatal iraniana informou que o regime rejeitou uma proposta dos EUA para encerrar o conflito, afirmando que a decisão sobre o fim da guerra cabe exclusivamente ao Irã.
O regime iraniano também refutou declarações de Donald Trump sobre negociações em andamento, com um porta-voz militar afirmando que não haveria acordo com os EUA no curto prazo.