Na terça-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, parabenizou Keiko Fujimori, que se tornou a virtual presidente eleita do Peru após o segundo turno das eleições. Com 100% das urnas apuradas, a candidata de direita obteve 50,135% dos votos, totalizando 9.223.396, contra 49,865% do concorrente Roberto Sánchez, que recebeu 9.137.755 votos.
Apesar da vitória aparente, o resultado ainda precisa ser oficializado pelo Jurado Nacional Eleitoral (JNE), que deve proclamar o vencedor até a próxima sexta-feira (3). A oficialização depende da conclusão de algumas proclamações de resultados em regiões específicas do país.
Rubio expressou a expectativa do governo Trump em aprofundar a colaboração com o futuro governo de Fujimori, destacando a importância da cooperação em segurança e investimentos na região.
A votação ocorreu em 7 de junho e revelou uma polarização significativa no Peru, com uma diferença de apenas 49.641 votos entre os candidatos. Em suas redes sociais, Fujimori comentou sobre a apuração, afirmando que aguardava a proclamação do JNE
com muita humildade, prudência e responsabilidade
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Por outro lado, Roberto Sánchez já manifestou sua intenção de contestar os resultados, alegando irregularidades e afirmando que recorrerá à Corte Interamericana de Direitos Humanos caso o JNE declare Fujimori como vencedora.
Em um discurso recente, Keiko Fujimori se posicionou como vencedora, prometendo unir o país, que, segundo ela, está dividido. A imprensa local indica que, apesar da contestação, a filha do ex-ditador Alberto Fujimori deve ser oficialmente declarada presidente.
O Peru enfrenta um período de instabilidade política, com oito presidentes nos últimos oito anos, e a situação atual é marcada por crises que envolvem destituições e escândalos de corrupção.