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Mais de 50 mil desaparecidos após terremotos na Venezuela

Os terremotos que atingiram a Venezuela resultaram em 589 mortes e deixaram mais de 50 mil desaparecidos, segundo a ONU. O governo militarizou áreas afetadas e equipes de resgate atuam na busca por sobreviventes.
Foto: G1

Na noite de quarta-feira (24), a Venezuela foi atingida por dois terremotos em sequência, com epicentro na cidade de El Guayabo, a 168 km de Caracas. Os tremores, com magnitudes de 7,2 e 7,5, foram os mais fortes registrados no país em mais de um século e causaram destruição significativa na capital e arredores.

De acordo com um balanço atualizado do governo venezuelano, o número de mortos subiu para 589, com 2.980 feridos. A presidente interina Delcy Rodríguez informou que o governo militarizou o estado de La Guaira, uma das regiões mais afetadas, que foi declarada como "zona de desastre".

Além das vítimas fatais, grupos de moradores que buscam por parentes e conhecidos já registraram mais de 24 mil desaparecidos. O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, afirmou que cerca de 200 pessoas ainda estariam presas sob os escombros de prédios que desabaram.

Equipes de resgate estão mobilizadas para encontrar sobreviventes, enquanto diversos países, incluindo Estados Unidos e Brasil, enviaram ajuda humanitária. A situação é crítica, com relatos de destruição em áreas densamente povoadas.

Os terremotos, que ocorreram em um intervalo de menos de um minuto, também provocaram réplicas em cidades costeiras próximas. O aeroporto internacional de Caracas foi fechado devido aos danos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estimam que o número de vítimas pode ser ainda maior, considerando a magnitude dos tremores e a vulnerabilidade das estruturas na região.

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