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Lula rejeita tarifas dos EUA e defende dignidade do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil não aceitará novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos nacionais, defendendo a dignidade e os direitos dos trabalhadores brasileiros.
Foto: Reprodução / Partido dos Trabalhadores

Durante a 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), realizada em Brasília nesta quarta-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou a posição do Brasil em relação às novas tarifas propostas pelos Estados Unidos para produtos brasileiros.

Lula enfatizou que o país não pode concordar com medidas que prejudiquem os trabalhadores e desconsiderem os esforços para promover o desenvolvimento econômico e social.

Essa última imputação de taxa que eles colocaram para nós, nós não temos o direito de aceitar por dignidade e respeito ao que nós fazemos aqui para os trabalhadores brasileiros — destacou.

O evento, que teve como tema

Da soberania nacional ao protagonismo global

, contou com a participação de representantes do governo, do setor produtivo e da sociedade civil, com o objetivo de discutir estratégias para o crescimento do país e a construção de políticas sustentáveis.

O presidente também criticou os argumentos dos Estados Unidos que justificam as novas tarifas, especialmente aqueles relacionados à preservação ambiental e segurança econômica, questionando avaliações que não reconhecem os avanços do Brasil nos últimos anos.

Lula ressaltou que o governo tem implementado ações significativas desde o início de seu mandato em 2023, incluindo a redução do desmatamento e a ampliação de áreas protegidas, além da regularização de terras indígenas e fortalecimento de políticas para populações tradicionais.

Ele defendeu que a preservação ambiental deve estar alinhada ao desenvolvimento econômico e à redução das desigualdades sociais, afirmando que o crescimento deve beneficiar a população, especialmente os grupos mais vulneráveis.

O importante não é o quanto você vai crescer. O importante é se o que você crescer é distribuído — concluiu.

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