Search

Lula realiza reunião ministerial e destaca necessidade de entregas

Em sua primeira reunião com a nova equipe ministerial, Lula enfatizou a importância de acelerar entregas e coordenar ações do governo antes da campanha eleitoral.
Foto: Fonte83

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conduziu, nesta quarta-feira (3), a primeira reunião coletiva com a nova equipe ministerial, formada após a reforma de abril. Este encontro foi a última grande agenda interna antes do início da movimentação política para a campanha de reeleição em outubro.

Durante a reunião, Lula destacou a urgência de acelerar as entregas e organizar as ações do governo até o dia 3 de julho. Ele enfatizou que todas as inaugurações de obras e programas devem passar pela aprovação da Casa Civil, ressaltando a importância de que o governo esteja ciente de quem representa oficialmente a União em cada entrega.

O presidente também alertou sobre a necessidade de presença institucional do governo em eventos públicos, afirmando que a falta de visibilidade pode levar a um reconhecimento político indevido por parte de prefeitos e governadores.

Se você não tiver de corpo presente, ninguém de fora vai dizer quem tá fazendo o que nesse país — afirmou.

Lula pediu ainda maior coordenação entre os ministérios, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Casa Civil em ações judiciais, ressaltando a importância de uma comunicação interna eficaz. Segundo ele, o momento exige unidade da equipe, especialmente diante da intensificação das disputas políticas.

Ao abordar o cenário nacional, o presidente mencionou um "paradoxo" entre os indicadores positivos da economia e a percepção da população sobre os resultados do governo. Ele citou o avanço do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e atribuiu parte desse progresso aos investimentos em educação.

A reunião também incluiu discussões sobre a ofensiva comercial dos Estados Unidos contra o Brasil. Lula criticou as medidas anunciadas por Washington, classificando-as como "insensatez", e reiterou a necessidade de diálogo com o governo norte-americano. Ele também comentou sobre sua participação na próxima Cúpula do G7.

Outros temas abordados foram a proposta de redução da jornada de trabalho e a nova tentativa de aprovação da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), cuja nomeação foi rejeitada pelo Senado em abril.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE