O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou, em Salvador, a necessidade de colocar a transformação tecnológica e industrial no centro do desenvolvimento brasileiro. Durante uma conversa com jornalistas, ele abordou a importância de minerais críticos, produção de chips e a formação de profissionais qualificados.
Lula argumentou que o Brasil deve aproveitar suas riquezas naturais e capacidade científica para diminuir a dependência da exportação de matérias-primas e aumentar a produção de bens com maior valor agregado. Ele afirmou que um futuro mandato se concentrará em investimentos em educação, ciência e tecnologia, além de fortalecer a indústria nacional.
O presidente destacou que o Brasil possui condições de desenvolver uma estratégia própria, sem seguir os modelos econômicos da China e dos Estados Unidos.
A gente não quer ficar nessa disputa de quem tem mais tecnologia, mais dinheiro… O Brasil tem gente inteligente, tem minerais críticos, terras raras, como poucos países do mundo têm — afirmou.
A exploração e o processamento de minerais críticos são vistos como fundamentais para a nova indústria brasileira. Lula mencionou a intenção de criar cadeias produtivas nacionais que fortaleçam a fabricação de produtos tecnológicos, como baterias, semicondutores e celulares, reduzindo a dependência de processos industriais no exterior.
A formação de profissionais qualificados é um dos pilares dessa estratégia. Lula ressaltou que, além de ter acesso aos recursos naturais, é crucial desenvolver conhecimento e mão de obra para transformar essas riquezas em tecnologia. Áreas prioritárias incluem matemática, engenharia e inteligência artificial.
O presidente também mencionou o programa Redata, que visa atrair investimentos para datacenters no Brasil, como parte da transformação tecnológica da economia. Ele relacionou essa expansão à produção de componentes e ao desenvolvimento de setores intensivos em conhecimento.
Lula defendeu que o Brasil deve avançar da exportação de commodities para a comercialização de bens e serviços com maior valor agregado.
Na hora que a gente dominar a tecnologia toda, a gente não vai mais exportar apenas soja, milho, minerais. A gente vai exportar conhecimento, inteligência — concluiu.
Fonte: Polemicaparaiba