A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual afirma não conhecer a lobista e empresária Roberta Luchsinger, gerou um impacto negativo em sua imagem. A empresária, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é investigada pela Polícia Federal, e a fala de Lula foi amplamente explorada pela oposição, especialmente considerando que o presidente aparece em fotos ao lado dela.
Em resposta ao desgaste causado pela declaração e ao risco eleitoral relacionado às investigações sobre tráfico de influência na gestão petista, a campanha de Lula intensificou sua ofensiva contra o senador Flávio Bolsonaro, que também é presidenciável.
No dia seguinte à declaração de Lula, teve início o período de propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão. Embora a estreia oficial dos presidenciáveis ocorra apenas no sábado, os partidos começaram a veicular inserções publicitárias na sexta-feira. São reservados 14 minutos diários para esses comerciais de curta duração.
A coligação Brasil Pronto pra Mais, que inclui PT, PSOL, Rede, PCdoB, PV, PSB e PDT, veiculou ao menos dois vídeos focados em desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro. O primeiro vídeo apresenta um áudio do senador cobrando R$ 134 milhões para financiar um filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro. O segundo destaca um 'currículo' do parlamentar, mencionando sua suposta atuação como 'funcionário fantasma' e as denúncias de lavagem de dinheiro relacionadas ao caso das rachadinhas.
Além disso, a inserção relembra uma homenagem feita por Flávio ao miliciano Adriano da Nóbrega na Assembleia Legislativa do Rio, finalizando com a frase 'não dá para confiar nesse sujeito'. As peças publicitárias rotulam Flávio como 'o pior dos Bolsonaros'.
A partir dessa estratégia, o PT também lançou um site para listar acusações contra o senador, disponibilizando seu 'currículo' para download e compartilhamento entre eleitores, além de vídeos sobre Flávio.
Fonte: Polemicaparaiba