A avaliação inicial do encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi positiva. Após a reunião, os líderes expressaram elogios públicos e destacaram as qualidades um do outro. Em coletiva de imprensa, Lula afirmou que saiu 'satisfeito' do encontro, ressaltando a rapidez da relação entre os países.
Lula recordou o primeiro encontro com Trump na Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2025, mencionando uma 'química' que se estabeleceu entre eles. Trump, por sua vez, descreveu Lula como 'o dinâmico presidente do Brasil' em uma postagem na rede social Truth Social, onde destacou a produtividade da reunião.
O encontro, que durou cerca de três horas, abordou a reaproximação entre Brasil e EUA em meio a tensões comerciais e discussões sobre segurança, minerais críticos e investimentos. Lula afirmou que não houve temas proibidos durante o diálogo e que a democracia e a soberania do Brasil são inegociáveis.
Entre os principais tópicos discutidos estavam as tarifas e a relação comercial entre os dois países. Lula enfatizou a necessidade de maior participação das empresas americanas em licitações no Brasil, mencionando a concorrência com empresas chinesas. Trump também destacou a importância do comércio em sua publicação.
Outro tema central foi a cooperação em minerais críticos e terras raras, recursos estratégicos para tecnologias avançadas. Lula expressou abertura para parcerias internacionais na exploração desses minerais, convidando interessados a colaborar com o Brasil.
Embora o combate ao crime organizado tenha sido mencionado, Lula afirmou que a classificação de facções brasileiras não foi um ponto central da conversa. Ele anunciou que o governo brasileiro lançará um novo plano nacional para enfrentar organizações criminosas.