Um anúncio de um produto na plataforma Temu, que promovia 'carne humana' enlatada, gerou grande indignação e teorias da conspiração nas redes sociais. O item, que se parecia com uma lata de carne enlatada, estava disponível em um conjunto de três packs.
De acordo com uma investigação da revista New York Magazine, o anúncio foi provavelmente resultado de uma tradução inadequada feita por ferramentas automáticas do Google, que gerou informações incorretas nos feeds dos usuários nos Estados Unidos.
Em resposta à publicação, a Temu afirmou que o anúncio não deveria ter sido veiculado e que a situação foi causada por 'uma falha no nosso sistema automatizado de anúncios', a qual foi rapidamente corrigida.
A explicação mais plausível é que um fornecedor de carne utilizou os termos 'carne para humanos' nos metadados para evitar ser classificado como vendedor de carne animal. O sistema automatizado, então, interpretou essa expressão como 'carne humana'.
Embora a Temu não venda carne humana, a plataforma passou a oferecer carne animal. A rede francesa de informação Franceinfo destacou que essa falha no algoritmo levantou uma questão importante: a empresa está se transformando em um supermercado, agora vendendo carne fresca.
Desde junho de 2025, a Grumpy Butcher, uma pequena empresa de Nova York, comercializa bifes, costeletas e bacon Wagyu na plataforma, com os produtos sendo enviados de um armazém americano em embalagens térmicas. Vídeos de unboxing de bifes no TikTok têm acumulado centenas de milhares de visualizações.
A Temu, que ganhou popularidade pela venda de utensílios inusitados enviados diretamente de fábricas chinesas, parece estar se reinventando. Com as tarifas elevadas impostas pelo governo de Trump sobre produtos chineses, o modelo tradicional da plataforma enfrentou desafios, levando-a a focar em armazéns locais e vendedores nacionais.