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Lula critica Flávio Bolsonaro por articulação nos EUA

O presidente Lula criticou Flávio Bolsonaro por buscar apoio dos EUA para classificar facções brasileiras como terroristas, chamando a ação de traição ao Brasil.
Foto: Polêmica Paraíba

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou, nesta sexta-feira (29), sua reprovação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devido à articulação realizada junto ao governo dos Estados Unidos. O objetivo da ação foi a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A medida foi anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, dois dias após o encontro entre Flávio Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. Durante seu discurso, Lula afirmou que a busca por apoio estrangeiro para questões de segurança pública do Brasil representa uma traição aos interesses nacionais.

Não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil — declarou Lula.

Lula também mencionou que teve uma reunião de três horas com Donald Trump, onde apresentou documentos ao presidente americano. Ele criticou a ausência de Marco Rubio no encontro, sugerindo que o secretário estava

preparado para ajudar um filho de bolsonarista

.

O encontro na Casa Branca ocorreu na última terça-feira (27), e a decisão de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas pode resultar em sanções financeiras e restrições internacionais a indivíduos e empresas que mantenham relações com essas facções.

Aliados de Flávio Bolsonaro celebraram a decisão, argumentando que os grupos atuam como "governos paralelos" no Brasil. No entanto, integrantes do governo federal expressaram preocupações sobre as possíveis repercussões econômicas e diplomáticas dessa decisão.

De acordo com fontes do Palácio do Planalto, há receios de que a medida possa impactar o comércio exterior brasileiro e afetar empresas e transações legítimas. O governo também considera que a atuação dos EUA em questões de segurança pública pode ser vista como uma interferência na soberania nacional.

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