O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou a sessão ampliada da cúpula do G7, realizada em Évian, França, nesta terça-feira (16), para criticar a falta de solidariedade internacional e a postura protecionista de algumas nações. Em seu discurso, Lula afirmou que
os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe
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O presidente também abordou a questão do combate ao crime organizado transnacional, enfatizando que esse esforço deve respeitar a soberania dos Estados. Ele destacou que o narcotráfico
aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas
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Lula mencionou a recente designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras pelo Departamento de Estado americano, uma decisão que o governo brasileiro rejeitou, argumentando que esses grupos são organizações criminosas com fins lucrativos.
Em seu discurso, Lula fez uma crítica à política econômica global das últimas décadas, afirmando que os países ficaram aprisionados em dogmas que promovem a desregulamentação e a austeridade fiscal. Ele também apontou que o protecionismo e o unilateralismo estão ressurgindo como respostas inadequadas para os problemas atuais.
O presidente apresentou dados que ilustram o retrocesso na cooperação internacional, como a queda de 23% na ajuda oficial ao desenvolvimento e a redução de 40% no financiamento do Programa Mundial de Alimentos. Ele destacou que essas cifras impactam diretamente a vida das pessoas em países em desenvolvimento.
Lula defendeu uma redistribuição mais ampla de recursos e um sistema financeiro que não force os países a escolher entre pagar dívidas e atender às necessidades básicas de sua população. Na área climática, ele pediu um aumento no financiamento global para pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano.
O presidente brasileiro também citou iniciativas do Brasil, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre e a Aliança Global contra a Fome, e defendeu que países ricos participem das etapas de maior valor agregado nas cadeias produtivas.
Lula não deve se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula, pois a avaliação do Planalto é que não faria sentido reiterar posições já apresentadas. O presidente brasileiro tem uma reunião agendada com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.