A candidata a deputada federal pelo PSB na Paraíba, Lídia Moura, está promovendo uma agenda nacional de justiça climática que incorpora as perspectivas de gênero, raça e território. Sua proposta reconhece que os impactos da crise climática não afetam todas as pessoas de maneira igual, com mulheres, populações negras, comunidades quilombolas, povos indígenas, agricultores familiares e moradores de áreas vulneráveis sendo os mais expostos a secas, enchentes e insegurança alimentar.
A atuação de Lídia na Paraíba já se concretizou em ações políticas, como sua participação na mobilização da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA Paraíba) e na Marcha das Mulheres pela Agroecologia, onde defendeu a sanção integral do Projeto de Lei nº 2.061/2024. Este projeto, que estabelece distâncias mínimas para a instalação de aerogeradores em relação a moradias, foi aprovado após diálogos com comunidades afetadas e movimentos sociais.
A candidata enfatiza que a expansão das energias renováveis deve ser realizada de maneira socialmente justa, respeitando as comunidades locais.
Não basta falar em energia limpa se a implantação dos empreendimentos não considera a vida das comunidades. A transição energética precisa proteger a saúde, o direito à moradia, a produção de alimentos e a permanência das pessoas em seus territórios
, afirma.
A justiça climática é um dos pilares da Carta-Manifesto de Lídia Moura, que reúne propostas para a proteção da vida e a redução das desigualdades. Para ela, a crise climática deve ser abordada como uma questão social, pois os problemas enfrentados por agricultores e comunidades vulneráveis vão além do aspecto ambiental.
Estamos falando de renda, de saúde, de moradia, de trabalho e de direito ao território. As mudanças climáticas ampliam desigualdades que já existem e, por isso, as políticas públicas precisam chegar primeiro a quem está mais vulnerável
, destaca Lídia.
Entre suas propostas, estão políticas de adaptação climática para populações vulneráveis, planos de prevenção a desastres que atendam às necessidades das mulheres, fortalecimento da agricultura familiar e melhorias na infraestrutura urbana e rural em áreas de risco.
Lídia também defende a maior participação de mulheres e comunidades tradicionais na formulação de políticas ambientais e na gestão de recursos destinados ao enfrentamento da emergência climática. Ela propõe a criação de mecanismos para que os recursos climáticos cheguem diretamente aos territórios mais afetados e incentivos à formação de mulheres em áreas ambientais e de economia verde.
Não existe justiça climática sem justiça social. E não existe justiça social sem ouvir quem está nos territórios e convive diariamente com os impactos das mudanças do clima
, ressalta.
Por fim, Lídia Moura conecta a pauta ambiental às políticas de cuidado e à proteção das mulheres, afirmando que
a vida precisa estar no centro da política. Cuidar do clima também é cuidar da água, da terra, da produção de alimentos e das pessoas
.
Fonte: Polemicaparaiba