O Líbano decretou um dia de luto nacional após uma série de ataques de Israel que ocorreram na quarta-feira. Considerada a mais severa ofensiva desde o início do conflito no Oriente Médio, a ação resultou em pelo menos 203 mortes e mil feridos, conforme dados preliminares do Ministério da Saúde do Líbano.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação, afirmando que os ataques representam um
grave perigo para o cessar-fogo e para os esforços em favor de uma paz duradoura e abrangente na região
.
O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, classificou a ofensiva como "intolerável" e destacou que a França se une ao luto nacional do Líbano. Ele condenou os ataques que causaram um número elevado de vítimas em um curto espaço de tempo.
O presidente francês, Emmanuel Macron, ressaltou a necessidade de interromper as operações no Líbano para que a trégua entre os Estados Unidos e o Irã seja considerada "crível e duradoura".
Os ataques israelenses, que atingiram áreas residenciais de Beirute, foram descritos pelo Exército israelense como o "maior ataque coordenado" contra o Hezbollah desde o início da guerra. O Hezbollah, por sua vez, anunciou que retaliou atingindo o norte de Israel.
A comunidade internacional está pressionando para que o cessar-fogo entre os EUA e o Irã se estenda à região, mas Israel e os EUA afirmam que o Líbano não está incluído na trégua. O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, afirmou que o fim dos combates no Líbano é uma condição essencial para o acordo com Washington.
Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o cessar-fogo não significa o fim da campanha contra o Irã, afirmando que Israel está preparado para retomar os combates a qualquer momento.