Um exame toxicológico realizado pelo Laboratório de Toxicologia Forense do Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto (IMLAP) detectou substâncias altamente tóxicas no corpo de Arthur de Mello, um menino de 11 anos que faleceu no dia 11 de junho. Arthur estava internado em estado grave após consumir um pedaço de bolo.
Entre as substâncias identificadas estão a lidocaína, um anestésico local, o midazolam, um sedativo potente, e o terbufós-sulfóxido, um derivado de pesticida conhecido por seu potencial venenoso. O laudo de necropsia indicou que a causa da morte foi broncopneumonia, uma infecção pulmonar grave, associada a um estado de saúde muito debilitado, que pode ocorrer em casos de envenenamento.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) está conduzindo a investigação, que continua em andamento. Os resultados do exame toxicológico serão analisados em conjunto com outras evidências coletadas durante a apuração.
Arthur foi internado após apresentar sintomas graves, incluindo inchaço cerebral, e não respondeu adequadamente ao tratamento intensivo. O caso gerou preocupação entre os familiares e a comunidade, que aguardam esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram à sua morte.
Fonte: Metropoles