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Keir Starmer renuncia e Reino Unido terá novo premiê em breve

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou sua saída do cargo, abrindo espaço para o sétimo chefe de governo em dez anos. A decisão ocorre em um contexto de crises políticas e econômicas.
Foto: Metropoles

O Reino Unido se prepara para a escolha de seu sétimo primeiro-ministro em apenas dez anos, após a renúncia de Keir Starmer, anunciada nesta segunda-feira (22/6). Starmer, que havia resistido a pressões internas para deixar o cargo, decidiu se afastar às vésperas do décimo aniversário do referendo que resultou na saída do país da União Europeia, o Brexit.

A saída de Starmer ocorre em um momento crítico, pois o Reino Unido enfrenta uma série de crises políticas e econômicas desde a aprovação do Brexit. O primeiro-ministro permanecerá no cargo até que o Partido Trabalhista escolha um sucessor, um processo que deve ser finalizado até setembro.

A renúncia de Starmer é notável, considerando que ocorreu menos de dois anos após uma vitória histórica do Partido Trabalhista nas eleições de julho de 2024, quando a legenda conquistou mais de 410 cadeiras na Câmara dos Comuns, encerrando um longo período de governos conservadores.

No sistema parlamentar britânico, os cidadãos elegem deputados, e o partido que obtém a maioria forma o governo. Starmer não precisou negociar uma coalizão para assumir o cargo, o que é comum em muitos países europeus.

Entretanto, sua gestão enfrentou desafios significativos. A principal promessa do governo era revitalizar a economia britânica, mas os indicadores econômicos permaneceram estagnados. O aumento de impostos e cortes em benefícios para idosos geraram descontentamento entre eleitores e parlamentares.

Além disso, Starmer enfrentou controvérsias que afetaram sua imagem. Revelações sobre presentes recebidos por ele e membros do gabinete de financiadores do Partido Trabalhista, embora legais, minaram a confiança pública. Outro episódio controverso foi a nomeação de Peter Mandelson para a embaixada britânica nos Estados Unidos, que gerou críticas devido a suas ligações com Jeffrey Epstein.

As eleições locais de maio de 2026 resultaram em derrotas significativas para o Partido Trabalhista, enquanto o partido anti-imigração Reform UK ganhou força. A situação se complicou ainda mais com o retorno de Andy Burnham ao Parlamento, visto como um potencial sucessor de Starmer.

Desde o referendo de 2016, o Reino Unido tem experimentado uma instabilidade política sem precedentes, com uma rápida sucessão de líderes: David Cameron, Theresa May, Boris Johnson, Liz Truss, Rishi Sunak e agora Keir Starmer. A expectativa é que um novo líder trabalhista assuma o governo em breve.

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