O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, deve renunciar ao cargo na próxima segunda-feira (22), conforme noticiado pelo jornal The Observer neste sábado (20). A decisão de Starmer surge após uma série de conversas com ministros do gabinete, assessores, doadores e líderes sindicais, que o levaram a concluir que sua posição não é mais sustentável.
Atualmente, Starmer está discutindo sua saída com sua esposa, Victoria, em sua residência de campo em Chequers. Um membro da Câmara dos Lordes, próximo ao primeiro-ministro, afirmou que a saída não criará um vácuo de poder, sendo descrita como
uma saída lenta e deliberada, por uma questão de dever e dignidade
.
Outra fonte do Partido Trabalhista indicou que Starmer parece "resignado
a renunciar, reconhecendo a falta de apoio e a inevitabilidade da situação.
Ele se deparou com a dura realidade de que não há apoio", disse a fonte.
Um ministro do gabinete de Starmer, que também falou de forma anônima, comentou que o premiê está "lidando com as coisas com calma
e que deseja fazer o que é certo para o país. Recentemente, Starmer havia afirmado que não abandonaria o cargo, dizendo:
Não vou desistir".
A crise no governo de Starmer se intensificou, especialmente após a renúncia de quatro ministros no dia 12 de maio e a pressão de quase 80 parlamentares que pediram sua saída. A situação se agravou ainda mais com a vitória de Andy Burnham, rival de Starmer, em uma eleição para o Parlamento britânico.