O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, admitiu nesta segunda-feira ter cometido um erro ao nomear Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido em Washington. Durante uma audiência no Parlamento, Starmer comentou que não teria feito a nomeação se soubesse das ressalvas relacionadas a Mandelson, que não passou nas verificações de segurança para o cargo.
Mandelson foi demitido após nove meses de serviço, quando sua amizade com Jeffrey Epstein veio à tona. Starmer atribuiu a responsabilidade de não ter sido informado sobre as ressalvas a funcionários do Ministério das Relações Exteriores, afirmando que essas informações
poderiam e deveriam ter sido compartilhadas
com ele antes da nomeação.
A situação gerou pressão sobre Starmer, com os principais partidos da oposição exigindo sua renúncia. Kemi Badenoch, líder do Partido Conservador, acusou o primeiro-ministro de enganar o Parlamento e o público. Ed Davey, líder do partido Liberal Democrata, classificou a ação de Starmer como um "erro de julgamento catastrófico".
Em defesa de Starmer, o vice-primeiro-ministro David Lammy afirmou que o primeiro-ministro "jamais" teria nomeado Mandelson se tivesse todas as informações necessárias. A situação tem gerado preocupação entre os parlamentares do Partido Trabalhista, especialmente com as eleições locais e regionais se aproximando em 7 de maio.